quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Concerto marca 133 anos do Theatro da Paz


Na noite de ontem (15), dois ícones da cidade de Belém fizeram aniversário e a Secretaria de Cultura do Estado ofereceu um concerto especial para celebrar os 133 anos do Theatro da Paz e o 106° aniversário do Maestro Waldemar Henrique. São dois monumentos culturais da cidade interligados pelo palco, sonoridade, sensibilidade, pela magia da expressão. Nasceram no mesmo dia. Um compõe o outro: a casa e o artista.

Repertório

A data foi comemorada com uma homenagem para esses dois monumentos da cultura de nossa cidade. No programa, canções tradicionais e raras do maestro, interpretadas por Patrícia Oliveira (Primavera, O Uirapuru, Fiz da Vida uma Canção, Suave Spleen, Meu Último Luar e Maracatu) e Carmen Monarcha (Nega Fulô, Senhora Dona Sancha, Tamba-tajá, Boi-bumbá e Foi Boto, Sinhá). No piano, Ana Maria Haddad.

Theatro da Paz

Fundado em 15 de fevereiro de 1878, o Theatro da Paz é símbolo da Belle Époque e marco histórico e arquitetônico da cidade, já tendo abrigado diversos espetáculos de artístas do Brasil e do mundo, como o compositor de Carlos Gomes e o Ballet Kirov. Depois de passar por diversas reformas está completando este ano 133 anos de funcionamento, sendo um dos teatros mais tradicionais do país.

O Theatro foi fundado durante o período áureo do Ciclo da Borracha, em que Belém era chamada de "A Capital da Borracha". Foi a época em que o governo da província contratou o engenheiro militar José Tiburcio de Magalhães para dar inicio ao projeto arquitetônico inspirado no Teatro Scalla de Milão (Itália), com decoração e pintura dos italianos Domenico D'Angelis e Capranezi.

Waldemar Henrique

O maestro Waldemar Henrique tem legado artístico que transita entre a música popular e a música erudita, porém, carregado de motivos amazônicos, o que pode ser observado nos clássicos "Foi Boto Sinhá", "Boi-Bumbá" e "Tamba Tajá" (gravado por Fafá de Belém em seu disco de estreia em 1976).

Filho de um descendente de portugueses e de uma índia, ainda na infância o maestro viajou pelo interior da Amazônia, tendo contato com os elementos da cultura e do folclore amazônicos, influências decisivas na sua obra musical. No Rio de Janeiro, trabalhou em teatros, cassinos e emissoras de rádio. Em 1966 voltou ao Pará para dirigir o Theatro da Paz, onde exerceu o cargo por 15 anos.

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